A inflação em outubro virou assunto mais uma vez. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,59% em outubro, após apresentar deflação de 0,68% em julho, 0,36% em agosto e 0,29% em setembro. Grupos de itens como os de alimentos e vestuários cresceram quase 2% e esse número poderá crescer até dezembro.

Entre os alimentos, a alta foi puxada pela alimentação no domicílio, que ficou 0,80% mais cara, com forte influência do aumento do preço da batata-inglesa (23,36%) e do tomate (17,63%). O IBGE também registrou alta na cebola (9,31%) e nas frutas (3,56%).

Inflação em outubro é o oposto de vendas em setembro

As vendas no comércio em setembro superaram as expectativas em 1,1%, o que também superou os números no mesmo período do ano passado. Esses dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para se ter uma ideia, nos setores de jornais, livros e revistas tiveram crescimentos de 2,5%; equipamentos para escritórios 1,7% e produtos alimentícios 1,2%. 

Vendas no comércio em setembro com lares em alta

O consumo nos lares brasileiros acumula alta de 2,84% de janeiro a setembro de 2022. Esse levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Comparando o mesmo período de 2021, os números ficaram em 11,19%. A base de dados deflacionada veio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a entidade, esses números em alta estão relacionados com a antecipação de recursos do 13ª salário, créditos para aposentados e pensionistas e a liberação para saque extraordinário do  Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Consumo de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sinalizou que para o mês de novembro haverá cobrança de energia na Bandeira Verde. Essa decisão demonstra que o consumidor brasileiro não receberá a conta de luz com a taxa extra ou bandeira vermelha. Essa ação é a sétima seguida no ano.

Desde a escassez hídrica no início do ano que a medida tem sido tomada como forma de aliviar os bolsos dos consumidores de energia elétrica. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, como por exemplo a cheia nos reservatórios.

No caso de acrescer a bandeira vermelha, os valores poderiam subir até 64% no bolso das pessoas que fazem a utilização de energia elétrica – oposto ao uso de fonte solar.