A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sinalizou que para o mês de novembro haverá cobrança de energia na Bandeira Verde. Essa decisão demonstra que o consumidor brasileiro não receberá a conta de luz com a taxa extra ou bandeira vermelha. Essa ação é a sétima seguida no ano.

Desde a escassez hídrica no início do ano que a medida tem sido tomada como forma de aliviar os bolsos dos consumidores de energia elétrica. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, como por exemplo a cheia nos reservatórios.

No caso de acrescer a bandeira vermelha, os valores poderiam subir até 64% no bolso das pessoas que fazem a utilização de energia elétrica – oposto ao uso de fonte solar. 

Criada desde 2015 por causa das crises que afetaram o país naquela ocasião, as bandeiras ditaram o custo das finanças dos brasileiros de lá para cá. Quando aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro de 2021 a 15 de abril deste ano, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

Bandeira Verde e custos no país

Neste trimestre o Brasil tem visto cair a inflação por causa dos juros altos e combustíveis como fatores externos e internos na economia do país. Essa negativa está relacionada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que deverá ficar em -0,19% em setembro. O Boletim Focus do Banco Central (BC) fez esse levantamento com as instituições financeiras.

Segundo os analistas, essa queda na inflação está relacionada com a queda dos combustíveis e energia, o que fez o Brasil ter inflação menor do que a média global em 2022. Para os economistas do BC, os juros altos evitaram que a alta dos preços afetasse outros setores da economia.

As perspectivas para 2023 apontam que a inflação ficará em 5%. Mas mesmo assim é imprevisível conforme apontam alguns economistas da área. As incertezas que estão relacionadas com as crises no mundo também poderão ditar quais caminhos o Brasil deverá seguir: a guerra na Ucrânia continua sendo uma delas pelo fato daquele país, ao lado da Rússia, terem um mercado forte de combustíveis fósseis e adubos para plantio em escala global.